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Aidar retira seus pertences do Morumbi e dá indícios de que renunciará na terça


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Entrada do Morumbi, com cones na vaga destinada ao presidente; ele retirou todas as suas coisas do clube no período da manhã (Jorge Nicola)

O sábado foi agitado no Morumbi. Tudo por causa da presença do presidente Carlos Miguel Aidar. Acompanhado de três pessoas, ele retirou quase tudo da sala onde dá expediente desde que assumiu o São Paulo, em abril do ano passado. De acordo com sócios que acompanharam o movimento, foram necessários dois carros para levar todos os pertences.
A notícia de que Aidar estava limpando sua sala foi rapidamente espalhada entre ex-diretores. Um deles, com cargo importante até a última terça-feira, confirmou o fato ao Blog.
Já os opositores entenderam a atitude do presidente como seu último ato antes da renúncia. Há quem garanta até que Aidar se despedirá do cargo na terça-feira, tão logo termine o feriado. Neste caso, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, que atua como presidente do Conselho Deliberativo, assume interinamente com a missão de convocar nova eleição.
Aidar chegou a se reunir membros de um comitê de notáveis na quinta-feira, para discutir a possibilidade de renunciar. Porém, deixou o encontro garantindo que cumpriria seu mandato até o fim, em abril de 2017. A pressão sobre o dirigente começou no ano passado, após seu rompimento com Juvenal Juvêncio.
Nas últimas semanas, o movimento pedindo seu impeachment ganhou corpo por causa da contratação de Iago Maidana, zagueiro reserva do Criciúma, por R$ 2,4 milhões. Dois dias antes, ele havia sido adquirido por um clube pequeno de Goiás por R$ 800 mil. Aidar ainda era criticado pela promessa de pagar comissão de R$ 18 milhões a uma empresa em Hong Kong pela intermediação do contrato de fornecimento de material esportivo com a Under Armour.
A bomba explodiu de vez na última semana. Primeiro, graças à briga com Ataíde Gil Guerreiro, que acabou demitido na terça-feira. Dias depois, Ataíde enviou e-mail ao presidente exigindo sua renúncia, sob a ameaça de levar a público uma gravação na qual Aidar reconhece ter cometido fraudes à frente do clube.
Procurado pelo Blog, Carlos Miguel Aidar preferiu não se manifestar.