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Delator diz que entregou dinheiro em espécie no escritório de Cunha


Em depoimentos de delação premiada, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, afirmou que o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recebeu propina do esquema de corrupção na Petrobras descoberto na Operação Lava Jato. O delator disse que entregou uma quantia entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão em espécie no escritório de Cunha.
 
Fernando Baiano é apontado pelos procuradores do Ministério Público Federal (MPF) como operador do PMDB no esquema. O partido sempre negou. Parte do dinheiro, cerca de US$ 5 milhões, foram pagos para Eduardo Cunha, segundo o delator.
 
Nesta quinta-feira (15), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou um aditamento à denúncia feita em agosto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra Cunha com trechos do depoimento de Baiano.
 
O pagamento feito no escritório de Eduardo Cunha no Rio de Janeiro ocorreu em outubro de 2011, segundo Fernando Baiano, e foi uma das parcelas da propina. O delator disse que a ordem partiu do próprio Cunha, que o orientou deixar o dinheiro com uma pessoa chamada Altair.
 
Celular exclusivo
Nos depoimentos, que foram prestados à Polícia Federal e à Procuradoria Geral da República, Baiano disse que tinha um celular exclusivo para tratar de valores ilícitos, pelo qual também falava com Cunha.