segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Aliados fazem lobby para tentar salvar o mandato do presidente da Câmara dos Deputados




Favores antigos, como cargos, indicações e auxílios financeiros a campanhas, têm sido cobrados (Foto: Reprodução/ABr) 
Favores antigos, como cargos, indicações e auxílios financeiros a campanhas, têm sido cobrados (Foto: Reprodução/ABr)
Aliados do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), têm procurado nos últimos dias integrantes do Conselho de Ética e líderes das bancadas para tentar assegurar os votos necessários para salvar o mandato do peemedebista. Favores antigos, como cargos, indicações e auxílios financeiros a campanhas, têm sido cobrados. Uma das principais moedas de troca é o apoio em eleições municipais.
A disputa tem sido usada para tentar convencer o relator do caso de Cunha no conselho, Fausto Pinato (PRB-SP), a ser mais brando – ele é correligionário do pré-candidato à prefeitura de São Paulo Celso Russomanno. O grupo acena com o apoio do Solidariedade à candidatura do aspirante a prefeito.
A sondagem esbarra, porém, na avaliação de que seria mortal para as pretensões eleitorais de Russomanno que seu partido patrocinasse uma salvação de Cunha. Publicamente, o PRB nega pressões e conversas e diz que o relatório de Pinato será justo, rigoroso e técnico.
Aliados de Cunha querem convencer Pinato a propor uma pena mais branda, como uma censura ética. Argumentam que o peemedebista não é o único político citado nas investigações dos desvios na Petrobras e que uma cassação poderia desencadear uma onda de punições contra os demais deputados envolvidos no caso. Pinato é amigo de André Moura (PSC-SE), outro aliado de Cunha, que foi incumbido de conversar com o relator.
As sondagens começaram em torno do parecer preliminar, cujo prazo para apresentação vence na próxima quinta-feira (19). Pinato disse que não poderia barrar o caso em razão de compromisso firmado antes com o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA). Foi então que a ala “Cunhista” começou a apostar na possibilidade de abrandar a pena. Além de Moura, a abordagem a membros do conselho é feita também por Paulinho da Força (SD-SP) e Jovair Arantes (PTB-GO). (Folhapress)