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Próximo de se tornar patrimônio imaterial, cordel mantém tradição na cultura do RN

UFRN abriga em sua biblioteca central, obras raras e clássicas do gênero literário popular


Por Hana Dourado
Universidade abriga mais de 2 mil títulos de cordéis (Foto:ALberto Leandro/PortalNoar)
Universidade abriga mais de 2 mil títulos de cordéis (Foto:Alberto Leandro/PortalNoAr)
Atualmente o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) trabalha nas pesquisas para registrar a literatura de cordel como Patrimônio Imaterial. O gênero literário, que é tido como uma das principais essências da cultura popular do país é difundido em grande escala no Nordeste. Em Natal, apenas na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), há um acervo com mais de dois mil títulos de cordéis. Se for adicionada a quantidade de obras, o acervo sobe para quatro mil.
O acervo de cordéis da UFRN justifica o atual trabalho do Iphan para registrar esse gênero literário como Patrimônio Imaterial. Na seção de obras raras da Biblioteca Central Zila Mamede (BCZM), é possível encontrar obras da década de 1940. Romancistas famosos também estão presentes. O clássico Pavão Misterioso, do paraibano José Camelo de Melo, pode ser lido por qualquer pessoa que visitar a biblioteca.
De acordo com a diretora interina da BCZM, Marjorie Amaral, a atuação da universidade é fundamental para resguardar a cultura.
“Nosso papel é de preservar esse material. Aliado a isso, como uma universidade, também estamos abertos para disseminar as informações. São quatro mil volumes e dois mil títulos para serem pesquisados”, relata. Ainda de acordo com Marjorie Amaral, qualquer pessoa pode conferir os cordéis expostos na UFRN. No entanto, por ser um material sensível, há algumas limitações. Como a forma de manuseio e o processo de consulta.
O clássico Pavão Misterioso pode ser consultado na UFRN (Foto:Alberto Leandro/PortalNoar)
O clássico Pavão Misterioso pode ser consultado na UFRN (Foto:Alberto Leandro/PortalNoar)
Patrimônio Imaterial
Em maio de 2015, o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em conjunto com o Centro Nacional Folclórico deu início ao processo de registro da literatura de cordel como Patrimônio Imaterial.
Em setembro do ano passado, uma reunião seria realizada entre o instituto e os cordelistas do Rio Grande do Norte. A intenção da reunião, segundo explicou a superintendente regional do Iphan, Andrea Costa, era de catalogar os cordelistas e obras produzidas no Estado. No entanto, o encontro foi adiado a pedido dos próprios cordelistas.
“Infelizmente um dos autores teve problemas de saúde e não foi possível realizar a reunião. Estamos no aguardo para a realização de um novo encontro”, explicou.
Ainda de acordo com a superintendente do Iphan, ainda não há qualquer previsão de quando sairá o registro da literatura de cordel como Patrimônio Imaterial, uma vez que a etapa de pesquisa ainda está sendo realizada.