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Vício em seriados de TV pode causar depressão e solidão


Pesquisa revela que assistir episódios em sequência pode indicar sinais de depressão e solidão

  tvv
Reprodução
Estudo, realizado com 316 jovens de 18 a 29 anos, mostrou que o hábito se transforma em um vício

Sentar em frente à TV e passar horas assistindo, de uma só vez, aquela série que todo mundo não para de comentar nas redes sociais – o seriado do momento é Stranger Things, do Netflix. Quem nunca fez isso? A prática aparentemente comum pode indicar sinais de depressão e solidão, de acordo com pesquisa feita por cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. O estudo, realizado com 316 jovens de 18 a 29 anos, mostrou que o hábito se transforma em um vício, já que o indivíduo permanece assistindo episódios em sequência, mesmo tendo de desenvolver outras atividades.
Serviços de streaming, transmissão de som e imagem sem efetuar download, têm impulsionado as maratonas de séries, pois, muitas vezes, são disponibilizados todos os episódios de determinada temporada. Isso não ocorre com as programações normais da TV, que exibem as séries aos poucos.
De acordo com Lívia Vieira, psicóloga do Hapvida Saúde, maratonas de séries se tornam preocupantes a partir do momento em que o indivíduo demonstra alteração no comportamento, recusa a socialização com os familiares e amigos e resume sua vida e seus assuntos ao mundo das séries, acreditando que nada mais expressa valor. “Quando a fissura por assistir às séries começa a alterar o sono, provocar insônia e alterar o humor, por exemplo, passa a ser necessária as investigações”, alerta a especialista.
Lívia ressalta que além de indicar sinais de depressão e solidão, as maratonas podem também estimular a obesidade, já que alguns indivíduos têm a prática de assistir televisão comendo, e também o sedentarismo, pois as pessoas passam muito tempo sentadas ou deitadas em frente à TV.
A psicóloga relata que quando notar os sintomas é preciso procurar ajuda especializada. “O primeiro passo é o diálogo, conversar com o indivíduo sobre suas alterações, tentar ocupá-lo, distraí-lo, fazê-lo recordar os outros prazeres da vida. Se não obter resultado favorável, é necessário encaminhar o indivíduo para profissional competente como psicólogo e psiquiatra”, explica Lívia.