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Capitão Styvenson estreia e é eleito para senador pelo RN


“Xerife” da Lei Seca no RN desbancou nomes tradicionais como Garibaldi Filho (MDB), que tentava a reeleição, e Geraldo Melo (PSDB)



Capitão Styvenson fica em primeiro lugar e conquista uma das duas vagas do RN para o Senado. Foto: Assessoria/Divulgação
Estreante na disputa por um cargo político, o capitão Styvenson Valentim (REDE) é confirmado eleito neste domingo (7) como senador pelo Rio Grande do Norte com 697.795 mil votos, do total de 94,21% de urnas apuradas no estado. O “xerife” da Lei Seca no RN desbancou nomes tradicionais como Garibaldi Filho (MDB), que tentava a reeleição, e Geraldo Melo (PSDB), que pleiteava retornar à vida pública. O militar também ficou à frente da segunda senadora eleita, Zenaide Maia (PHS), que teve 500.588 mil votos.
Nascido em Rio Branco, no Acre, Styvenson tem 41 anos e mora no Rio Grande do Norte desde os 15 anos. Formado em direito, foi a partir de 2014, quando ainda era tenente da Polícia Militar, que se notabilizou pela sua atuação à frente das blitze da Lei Seca. Styvenson Valentim ficou famoso por dois fatores: primeiro, mantinha a “tolerância zero” na blitz para todos os motoristas.
Em fevereiro de 2014, Styvenson recolheu a carteira de um capitão da Polícia Militar que se recusou a fazer o teste do bafômetro. Em outra ocasião, abril de 2016, a blitz da Lei Seca apreendeu a carteira do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves. No mesmo dia, seis policiais militares foram autuados. Por conta da atuação do policial militar, as blitze ficaram famosas no Rio Grande do Norte. O outro fator pelo qual Styvenson se destaca é o tamanho: ele tem quase dois metros de altura e é forte. O porte físico rendeu também o apelido de “robocop” da Lei Seca.
A fama pela quantidade de prisões e pela rigidez na operação rendeu memes e até música, com direito a clipe. Na letra, os autores brincam que “ele enquadra major, playboy ou general; se encontrar com ele biriteiro passa mal/pode ser filho do presidente ou de desembargador, se entrares numa blitz, uma multa já levou”. Em julho de 2016, ele deixou a coordenação da Lei Seca após se envolver em polêmica com a Polícia Civil. A partir daí passou a exercer cargo administrativo. Desde dessa época, a possibilidade de ser candidato vinha sendo ventilada e foi ganhando força com as pesquisas que apontavam a preferência do eleitorado pelo seu nome. Styvenson anunciou a pré-candidatura em julho deste ano.