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“Corrupção não vai acabar nunca”, diz presidente do partido de Bolsonaro no RN

Carlos Eduardo defendeu a redução do tamanho do Estado para conter a corrupção. “Um Estado inchado de pessoas que se corrompem não é a solução', disse

José Aldenir / Agora RN
Brigadeiro da reserva da Aeronáutica Carlos Eduardo Almeida
O brigadeiro da reserva da Aeronáutica Carlos Eduardo Almeida, presidente do PSL – partido do presidente eleito Jair Bolsonaro – no Rio Grande do Norte, afirmou nesta terça-feira, 30, em entrevista ao Jornal da Cidade, da 94 FM de Natal, que “a corrupção não vai acabar nunca” e que “infelizmente, há pessoas que têm preço”.
Carlos Eduardo defendeu a redução do tamanho do Estado para conter a corrupção. “Um Estado inchado de pessoas que se corrompem – e a corrupção não vai acabar nunca, mas tem de ser controlada, e é aí que vem Bolsonaro, que diz que vai controlar a corrupção – não é a solução. Infelizmente, há pessoas que têm preço”, destacou o dirigente partidário.
Eleito presidente no domingo, Jair Bolsonaro fez um forte discurso contra a corrupção durante sua campanha. O presidente eleito prometeu adotar medidas para reduzir desvios de recursos públicos, como a nomeação de técnicos, e não políticos de carreira, para ocupar órgãos federais e ministérios.
O PSL elegeu no Rio Grande do Norte um deputado federal (Girão Monteiro) e um deputado estadual (André Azevedo). Segundo Carlos Eduardo Almeida, o pleito fortaleceu o partido, que, agora, terá como meta a penetração em municípios do interior do Estado. “Montamos uma rede de colaboradores. A estratégia utilizada é militar. Agora, vamos montar os diretórios nos municípios”, revelou Almeida.
Em todos os 9 estados da região Nordeste – além de Pará e Tocantins, no Norte –, Jair Bolsonaro perdeu para Fernando Haddad (PT). No Rio Grande do Norte, o petista teve 63,41% dos votos válidos, contra 36,59% do presidente eleito, que só teve maioria em 3 das 167 cidades (Natal, Parnamirim e Carnaúba dos Dantas).
O presidente do PSL potiguar conta que os diretórios municipais terão como objetivo entender o sentimento do interior nordestino. “A gente precisa entender por que o Nordeste está diferente. Qual é a mágoa, qual é o anseio, se estamos há 14, 15 anos com um governo socialista e eles não resolveram o problema do Nordeste? 64% dos trabalhadores do RN vivem com um salário mínimo. Por que continuam achando que governos de esquerda são a solução?”, acrescenta.
De acordo com Carlos Eduardo Almeida, é preciso enveredar pelas cidades do interior pela via da “educação”, em contraposição a políticas assistencialistas. “Precisamos mostrar para o cidadão que vive no interior que, sem as pessoas que têm a coragem de transformar ou inovar – estou falando do empresariado –, não teremos condições de dar condições aos mais humildes”, finalizou.